… E a Record responde denovo!

Publicado: 21 de março de 2009 por audienciaonline em audiencia, audiencia da tv, audiencia de tv, audiencia e tv, audiencia na tv, band, bbb, carnaval, esporte, famosos, filme, futebol, futebol ao vivo, globo, Humor, ibope, noticias, novela, record, rede tv, sbt, televisão, tv, Uncategorized

A novela continua…A Folha noticiou, a Record desmentiu e atacou, a Folha contra-atacou e a Record atacou novamente!!

FOLHA DE MENTIRAS

A Folha de S.Paulo publicou hoje um editorial tentando justificar as mentiras&nbsprepetidas pelo jornal. Calúnias que atingem diretamente a Rede Record e a honra de seus artistas, jornalistas e demais funcionários.

Mais uma vez, o jornal se faz de vítima.

O texto frágil e tortuoso chama de “ataque” o direito de resposta da Record. Direito, aliás, que nem sempre foi respeitado pelo jornal após a publicação de cada notícia mentirosa nos últimos seis meses.

As falsidades chegaram ao limite com a repercussão de uma inexistente doença do proprietário da Rede Record, Edir Macedo, e a distorção dos números de audiência da Record News, desmentidos pelo próprio Ibope.

A assessoria de comunicação da Record pediu retratação sucessivas vezes e o resultado foi sempre o mesmo: omissão. Espaço do leitor, “Erramos”, ombudsman e a própria coluna de tv. Todos se calaram. Onde ficou o “outro lado”?

Nesta sexta, a Folha de S.Paulo se superou.

A família Frias, dona do Grupo Folha, usou seu espaço mais importante para sustentar a série de mentiras. Página de opinião de que os Frias sempre se orgulharam em utilizar em nome do bom jornalismo.

E a Record não foi a única vítima.

Os brasileiros que sofreram durante a ditadura foram agredidos pela família Frias neste mesmo espaço. Há&nbsp31 dias, a Folha de S.Paulo chamou de “ditabranda” os anos de chumbo no Brasil.

Estaria a Folha de S.Paulo revivendo sua atuação suspeita nos tempos do regime militar?

Por isso, não é de surpreender o tom raivoso do editoral desta sexta, que chega ao absurdo de ameaçar a Record.

É verdade que o texto quase admitiu o jornalismo tendencioso contra a Record. O editorial diz: “(…) A coluna pode cometer eventuais falhas”. Mas foi só. Em seguida afirma que as calúnias foram “retificadas de modo transparente”.

Mentira.

Em outro trecho, o jornal reconhece estar no meio de um “duelo feroz” entre a Globo e a Record. Só não revela que é sócia das Organizações Globo em uma de suas publicações.

Por que a Folha de S.Paulo esconde isso de seus leitores?

Isso é “independência jornalística”, como cita o editorial?

Isso é “agir com máxima isenção”?

Isso é “prática de jornalismo verdadeiro”?

É possível acreditar que uma empresa será imparcial numa disputa que envolve o seu próprio sócio?

A brutal queda de leitores, que aumenta a cada ano de maneira impressionante, é uma resposta do Brasil à Folha de S.Paulo.

REDE RECORD DE TELEVISÃO

comentários
  1. jornalismo disse:

    ESTE JORNALZINHO ACHA QUE PODE CALUNIAR ASSIM,SEM MAIS NEM MENOS,A RECORD JA FALOU QUE A PARTIR DE AGORA RESPONDERA A ALTURA AS CALUNIAS DESTE JORNAL LIGADO A TV GLOBO,QUE NAO SE CONFORMA COM O CRESCIMENTO DA RECORD,ALGO NUNCA VISTO NA TELEVISAO BRASILEIRA ANTES,DESDE OS TEMPOS EM QUE A TV GLOBO ASSUMIU A LIDERANÇA QUE ERA DA TV TUPI,HA MUITAS DECADAS ATRAS.E A TV GLOBO SÓ SAIRA PERDENDO COM ISSO,ACHA OQUE QUE A RECORD NAO SE CONSOLIDOU JA.A RECORD CAMINHA A LIDERANÇA,AH MAS ALGUNS DIZEM :A GLOBO TEM QUASE O DOBRO DE AUNDIENCIA DA RECORD,MAS ESTA DIFERENÇA É DE APENAS 7,9 PONTOS,SE A RECORD TIRAR 4 PONTOS DA GLOBO JÁ É LIDER ,POIS FICARA COM 12 PONTOS E A GLOBO COM 11,9 .4 PONTOS É BASTANTE MAS QUE ESTA CHEGANDO MUITO PERTO AI,VEM MUITAS NOVIDADES,E A GLOBO SENTE MEDO,E USA SEUS METODOS,MAS QUE COM A RECORD NAO FUNCIONARA NÃO.A RECORD TEM PUBLICO IMENSO,QUE JA COMPROU A CAUSA DA QUEBRA D EMONOPOLIO,JA ACOSTUMOU-SE COM O JEITO RECORD DE FAZER TELEVISÃO.E ISSO SO VAI AUMENTAR,A RECORD AUMENTA SEU IBOPE A CADA ANO,ISSO É FATO,VERDADE.VEM NOVIDADES POR AI EM 2009,E EU SE FOSSE TV GLOBO RECUARIA,PARARIA COM ESTE ES ATAQUES,QUE CONTRIBUIRAO NEGATIVAMENTE P EMISSORA.É SÓ CONFERIR NA TELA DA RECORD OQUE ELA RESERVA PRA VOCE,TELESPECTADOR DE QUALIDADE.

  2. Zezo disse:

    Dá-lhe Record, é isso aí, não deixa barato não, pois realmente as noticias sobre tv desse jornal são tendenciosas, e favoráveis a Rede Globo, atingindo sempre a Record.

  3. toto disse:

    Isso ja esta virando baixaria!!
    Que horrivel tanto pro jornal quanto pra emissora!

  4. Rose disse:

    A Record,que uma invejosa ,anda copiando a globo descaradamente,entao fica com essa fofoquinha, mas não tem jeito naõ meu irmao, e GLOBO na cabeça.

  5. maria disse:

    tenho certeza que apartir de agora principalmente nós que fazemos parte da IURD deixaremos de ler esse jornal pelas calunias contra o BISPO.

  6. zaz disse:

    A Record está agindo certo, já foi o tempo em que a Record era atacada e sua voz não era ouvida, hoje a Globo e sua quadrilha como folha de são paulo e revista veja, não surte mais o efeito de antes, pelo contrario, com esses ataques mentirosos só tem a perder nas vendas de jornais, revistas e audiência e tambem em credibilidade, os numeros mostram isso, é fato.

  7. giovanni siciliano disse:

    A REDE RECORD UNIVERSAL DO REINO DO DIABO.

    A ” SEITA UNIVERSAL TIRA DINHEIRO DOS DOENTES ,DOS POBRES E DOS ANALFABETOS, PARA MANTER O PROGRAMA ” FALA QUE NÃO TE ESCUTO”, PAGA O HORÁRIO MAIS CARO DO MUNDO,O VALOR É 360 MILHÕES DE REAIS AO ANO, UM ABSURDO,UMA VERGONHA.

    A REDE RECORD E SEITA UNIVERSAL, QUAL É A DIFERANÇA?

    ” PASTORES E BISPOS SEM FORMAÇÃO NENHUMA COMANDANDO A REDE RECORD UIVERSAL DO REINO DO EDIR MACEDO.

  8. ELITE disse:

    ma siciliano,ma que!hahaha.cara seu preconceito religioso nao esta com nada.em que mundo voce vive!a record é independente da universal,é uma empresa independente,oi dinheiro que entra é somente o de merchandising,voce sabia que a igreja universal tambem procurou a tv globo e sbt pra pagra mais que isso pelas madrugadas e elas nao aceitaram,entao porque reclamam,isso é perfeitamente normal,e quer saber,vai la rezar com o padre vai hahahaa.abraços povinho feio e pobre,continuem na globo,lugar de gente sem conteudo,que ve bbb,e todas a sporcvarias da tv globo.

  9. Paula disse:

    Meu filho ,eu quero saber e o IBOPe geral nacional, nao e, so no RIO,helllo o Brasil é grande, e Globo meu irmao.

  10. allan disse:

    sinceramente a record tem que ter vergonha na cara e fazer uma coisa com profissonalismo ja xega de tanta inveja e soberba nessa emissora nao esquesendo tambem de suas clonagens diante da globo sincerramente so lamento pela a record e seus patroes!!!

  11. JORNALECO FALIDO TÁ AFUNDANDO JUNTO COM A GLOBO, KD O DINHEIRO DO BNDS ROUBADO DE MILHÕES DE BRASILEIRO, A GLOBO PARA SE ESTABELECER COPIOU AS EMISSORAS ANTINGAS EXEMPLO A TUPI PROCUREM SE INFORMA GLOPISTAS !

  12. Recoxerox disse:

    Pobre coitado Elite não adianta vc querer convencer ou dar lavagem cerebral pra quem é lúcido, a Record usa sim o dinheiro dos dízimos da IURD como merchan, o faturamento da Record já descontando todas as despezas não dária para ela estar fazendo essa festa toda..
    para aquisição da Record o Edir Macedo tirou o dinheiro de onde???
    depois os investimentos altissimo que ele fez veio de onde???
    Ele só poderia tirar da IURD, e como é isento de impostos ela não é obrigada a declarar para o fisco..
    vc sabe para que a IURD procurou a Globo e o SBT para compra de horários noturnos era pra calar a boca das duas para que no futuro elas não alegasse contra esse tipo de merchandising…
    vc merecem pobre sem lucidez os programas da Record o contratado, e várias porcarias que exibido ..

  13. Augusto disse:

    Depois a Record diz que não tem nada a ver com a religião…
    Fica claro que isso não é verdade. Eles mapipulam os fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus a fim de conseguir audiência.
    O “monopólio global” que a Record sempre se refere não existe há anos, antes mesmo dela começar a crescer as custas dos dízimos pagos pelos fiéis.
    Sempre crtica a Globo, mas sempre faz o que sua “rival” faz, e de forma descarada, além de divulgar números, tanto de audiência quanto de faturamento, mentirosos e gráficos manipulados.
    O Big Brother Brasil pode não ter conteúdo cultural, mas que grande coisa tem em Simple Life?
    Querer comprar uma emissora respeitada em todo o mundo pela sua qualidade e profissionalismo, como é o caso da Rede Globo, com uma emissora que já esteve a beira da falência diversas vezes, além de estar manipulando números e pessoas e querendo ‘converter’ toda a população brasileira, é uma tolisse, sem falar que tal emissora nem possui 24 horas de programação.

  14. giovanni siciliano disse:

    REYNALDO AZEVEDO,MAIS UM ALIENADO PELO MAIOR MALANDRO QUE EXISTE NO MUNDO.

    REDE RECORD UNIVERSAL DO REINO DOS 171.

  15. giovanni siciliano disse:

    quer que TVs não ofendam religião africanaO Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou, na quinta-feira (5/3), Ação Civil Pública para que a TV Record e a TV Gazeta não exibam mais programas que ofendam as religiões de matriz africana. Caso as emissoras descumpram a decisão judicial, o MPF quer que seja aplicada multa diária de R$ 10 mil. A ação tramita na 9ª Vara Federal de São Paulo.

    Segundo o MPF, Record e Gazeta devem pagar danos morais coletivos de R$ 13,6 milhões e R$ 2,4 milhões, respectivamente. O montante, que deve ser revertido para Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, corresponde 1% do faturamento anual delas emissoras.

    A procuradora Adriana da Silva Fernandes, autora da ação, verificou que programas veiculados pelas duas emissoras usam palavras ofensivas contra as religiões africanas, como encosto, demônios, espíritos imundos, feitiçaria, entre outras, e sempre as intercala com a expressão macumba.

    Em abril de 2008, o Ministério das Comunicações já havia aplicado multa de R$ 1 mil para as duas emissoras por ofensas às religiões afro. Segundo a procuradora, a multa não foi suficiente para acabar com as discriminações.

    Na ação, o MPF ainda destacou que a liberdade de comunicação não é absoluta, devendo estar em compasso com princípios da Constituição Federal, como o respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

    “O abuso praticado pelas rés contraria a dignidade da pessoa humana,(…) bem como os próprios objetivos de construção de uma sociedade livre, justa e solidária, com a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, afirma a procuradora — clique aqui para ler.

    Segundo ela, “a Record e a Gazeta são responsáveis pelas ofensas às religiões de matriz africana desferidas reiteradamente pelos programas religiosos veiculados em sua grade de programação”. Com informações da assessoria do MPF-SP.

    ACP 2009.61.00.005.800-6

  16. giovanni siciliano disse:

    24/01/2009 – 12h17
    Elvira Lobato relata investigações sobre a Igreja Universal em livro; leia trecho
    Em seu livro “Instinto de Repórter”, editado pela Publifolha, a jornalista Elvira Lobato conta detalhes de uma série de reportagens sobre a relação da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, e duas empresas sediadas em paraísos fiscais. As matérias foram publicadas na Folha a partir de 1999. Um trecho que descreve o início das investigações da repórter está publicado abaixo. Saiba mais sobre o livro.

    *

    A IGREJA UNIVERSAL E OS PARAÍSOS FISCAIS

    Em junho de 1999, chegou à redação da Folha, em São Paulo, um pacote de documentos que vinculavam a Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, a duas empresas sediadas em paraísos fiscais: uma nas Ilhas Cayman, no Caribe, e outra na ilha de Jersey, no Canal da Mancha.

    Divulgação

    Livro descreve passo a passo a produção de 11 reportagens

    Eu tinha voltado a trabalhar na Sucursal do Rio de Janeiro em janeiro de 1997 – após passar cinco anos como repórter em São Paulo -, mas continuava subordinada à sede. Ou seja, respondia diretamente à Secretaria de Redação. Meu chefe, na ocasião, era Josias de Souza.

    Numa manhã, ele me ligou para avisar que eu iria receber alguns documentos pelo malote. Disse que desconhecia a procedência deles, pois tinham sido enviados ao jornal em envelope com endereço e nome de remetente falsos, mas que parceria ser “coisa quente”. Eu teria o tempo necessário para a investigação e deveria dar atenção exclusiva àquele assunto.

    Eram cópias de 75 contratos de empréstimo concedidos a seis integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus – Alba Maria Silva da Costa, Claudemir Mendonça de Andrade, José Fernando Passos Costa, José Antônio Alves Xavier, Márcio de Araújo Lima e João Monteiro de Castro dos Santos – por duas empresas sediadas no exterior: Investholding e Cableinvest.

    A Investholding, segundo os contratos, tinha como endereço uma caixa postal em George Town (Grand Cayman), enquanto o endereço da Cableinvest era de um escritório de advocacia em Jersey. Completavam o material cópias dos supostos documentos de constituição das duas empresas e dezenas de recibos de uma casa de câmbio uruguaia indicando que a igreja estaria comprando bens e empresas no Brasil com dinheiro trazido dos paraísos fiscais.

    Provavelmente era dinheiro proveniente de doações de fiéis que tinha sido mandado para o exterior por doleiros e que retornava para o país como se fosse investimento estrangeiro. Esta é uma forma conhecida de “esquentar” recursos de origem suspeita (como caixa dois e propinas) ou não declarados ao fisco.

    Meu desafio era provar a autenticidade dos documentos e mostrar o vínculo entre as empresas e a Igreja Universal. Em condições normais, é praticamente impossível levantar informações sobre empresas sediadas em paraísos fiscais, porque seus acionistas não são identificados nos atos de constituição das companhias. Elas existem apenas no papel e podem mudar de dono de um momento para outro, como se fosse uma ação preferencial ou um cheque ao portador. São firmas criadas por escritórios de advocacia, que têm compromisso de sigilo com os clientes e também não dão informação sobre os proprietários.

    Na hipótese de os documentos serem verdadeiros, intuí que teriam sido enviados por alguém que participara diretamente do esquema. Só uma pessoa de confiança do grupo teria acesso ao contrato de constituição das empresas no exterior e aos comprovantes de que o dinheiro entrou no país sem passar pelo Banco Central.

    A apuração desse caso levou um mês e exigiu pesquisas no Brasil e no exterior.

    COMEÇO DA INVESTIGAÇÃO

    Os 75 contratos da Cableinvest e da Investholding referiam-se a empréstimos a pessoas físicas no Brasil. Segundo o denunciante anônimo, 54 empréstimos estavam vinculados à compra da TV Record do Rio de Janeiro. Os demais contratos teriam financiado a compra de emissoras de rádios em outras cidades.

    A Igreja Universal do Reino de Deus havia comprado a TV em 1992, em nome de seis fiéis que freqüentavam o templo do bairro da Abolição, na zona norte do Rio de Janeiro. Em dezembro de 1995, a TV Globo exibiu um vídeo gravado pelo ex-pastor Carlos Magno Miranda, no qual apareciam cenas de Edir Macedo ensinando como tomar dinheiro dos fiéis e recolhendo notas, ao lado de outros bispos. O ex-pastor acusou a cúpula da igreja de se apropriar das doações feitas pelos fiéis e de enviar o dinheiro ilegalmente para o exterior por intermédio de doleiros e do Banco de Crédito Metropolitano.

    Após a denúncia, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a origem dos recursos usados na compra das emissoras da Rede Record no Rio e em São Paulo e apurar a acusação de remessa ilegal de divisas para o exterior. Simultaneamente, a Receita Federal iniciou uma devassa na contabilidade de todas as empresas ligadas à Universal e nas declarações de seus dirigentes.

    A imprensa acompanhava o inquérito policial e também fazia suas investigações. Em janeiro de 1996, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem de Kássia Caldeira sobre a viagem do bispo Honorilton Gonçalves à Colômbia, em 1989, com o suposto objetivo de buscar dinheiro para quitar o pagamento da TV Record de São Paulo, adquirida por Edir Macedo naquele ano.

    Em seguida, o jornal O Globo publicou duas reportagens de Elenilce Bottari mostrando que os compradores da TV Record do Rio eram “testas-de-ferro” da Igreja Universal e que não tinham patrimônio nem renda compatíveis com o compromisso que haviam assumido.

    O advogado Arthur Lavigne, contratado pela Universal, havia entregado à Polícia Federal as declarações de Imposto de Renda dos seis compradores da Record do Rio, referentes ao ano de 1993, como prova de que eles tinham pago a emissora com empréstimos recebidos das empresas Investholding e Cableinvest, e não com recursos da igreja, como sustentava o ex-pastor Carlos Miranda.

    O primeiro passo na minha apuração, depois de pesquisar o material que havia sido publicado três anos antes pela imprensa, foi procurar o delegado Matheus Cândido Martins, que havia presidido o inquérito da Polícia Federal no Rio de Janeiro. As declarações de Imposto de Renda apresentadas pelo advogado Lavigne, em que apareciam os empréstimos da Investholding e da Cableinvest, foram o primeiro indício de que os contratos em poder da Folha eram autênticos.

    A Polícia Federal parou as investigações sem comprovar o elo das empresas com a Universal. O vínculo só foi confirmado com a reportagem da Folha, que provocou a abertura de um novo inquérito pela Polícia Federal, desta feita, em São Paulo. Acredito que a ligação entre a igreja e as empresas nos paraísos fiscais jamais seria descoberta se não fosse a denúncia anônima feita à Folha.

    Outro passo da apuração foi verificar as informações existentes sobre a emissora na Delegacia Regional do Ministério das Comunicações no Rio de Janeiro. A razão social da TV Record do Rio era Rádio Difusão Ebenezer. Cadastro do Ministério das Comunicações mostrava que até junho de 1996 a emissora pertencia oficialmente ao bispo Nilson do Amaral Fanini (da Primeira Igreja Batista de Niterói) e ao ex-deputado federal Múcio Athayde.

    Ou seja, durante quatro anos a Universal mandou na TV sem ser, legalmente, sua proprietária. A venda tinha sido acertada entre as partes, em 1992, mas a legislação sobre radiodifusão no Brasil diz que a transferência de emissoras de TV só tem validade depois de aprovada pelo presidente da República.

    *

    Nas 21 páginas restantes do capítulo, Elvira descreve a pesquisa de informações em cartórios, a procura pelos sócios compradores da Record, a apuração realizada em São Paulo, o uso da internet para obter mais provas, a viagem ao Uruguai, a entrevista com os envolvidos no caso e as consequências da reportagem. O livro traz ainda as transcrições das matérias publicadas.

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